Desta vez as condições de navegação foram mais agressivas, o ponto de chegada tinha várias opções, dependendo para onde o vento e o mar nos quisessem levar. Quando saímos do ancoradouro em Bonaire o capitaine alertou: Hoje vai ser um dia daqueles que todos vão querer esquecer, isto vai abanar!

E assim foi, uma grande estreia do balde do gregório, serviços mínimos para a tripulação e uma grande estirada ao leme do capitaine. O dia da partida foi planeado tendo em conta a direcção que queríamos seguir, mas na zona das ABC o vento sopra sempre muito forte. 

No inicio da segunda noite tivemos um cabo enrolado no leme e hélice de bombordo. Ficámos impossibilitados de usar o motor e sem piloto automático até à manhã seguinte. Foi uma estreia baixar as velas e ficar à deriva a 200 milhas de terra quando o capitaine mergulhou para cortar o cabo. Devido à ondulação não conseguimos desenrolar o esparguete que estava no hélice, seguimos viagem apenas com o motor de estibordo operacional.

No último dia, à chegada a St. Martin, havia muitas borboletas a voar, mesmo no mar, o oposto do primeiro dia.  E assim completámos mais uma etapa, com muita aprendizagem, aventura e sobretudo um novo patamar de cumplicidade entre os cinco!!