Saímos numa madrugada chuvosa com vento fraco pela popa. As 35 milhas de travessia passaram num instante. Uma paragem em Klein Curaçao para o pequeno almoço, panquecas, um mergulho e seguimos para Spanish Waters, o ancoradouro mais abrigado da ilha. Existem apenas cinco locais onde é permitido fundear, muito diferente das outras ilhas por onde temos passado. À chegada apanhámos duas barracudas, o El Caracol estava de volta às pescarias!

A ida à capital, Willemstad, para dar entrada é obrigatória e ao mesmo tempo um verdadeiro fascínio. A cidade está dividida em duas margens, Punda e Otrabanda, que estão unidas por uma ponte pedonal. Os edifícios coloridos de arquitetura europeia são um encanto, a ponte amovível uma obra de engenharia. Há ainda o mercado à beira de água com vendedores venezuelanos de frutas, legumes e peixe, tudo muito fotogénico. O centro de Punda com cantos e recantos de paredes pintadas por diversos artistas locais, esplanadas sorridentes, um dia muito preenchido!

Spanish Waters é o ancoradouro mais popular. Um braço de água que entra terra adentro e se estende como uma mão, cheia de baías e curvas. Os barcos casa ao estilo holandês são um requinte, há também casinhas edílicas nas baías escondidas, três ou quatro pequenas marinas, um centro de windsurf, vários clubes náuticos, barcos afundados e encalhados, deu direito a muitos passeios de exploração no dinghy.

Passámos também uns dias na calma lagoa de Fuik Baai. Apenas aos fins de semana se enchia de barcos locais, de resto estava deserto. O que mais gostámos de ver foram as iguanas nas paredes rochosas e as tartarugas curiosas, mas a fauna do fim de semana também tinha a sua mística (música alta, cerveja, motas de água e drones no ar).